Construímos nossa vida acreditando em certezas aprendidas, nos sacrificando, sufocando sentimentos, justificando erros, matando desejos. E, de repente, tudo que construíamos, explode, desaparece. A certeza era farsante.
E o que fazer, quando nosso castelo de sonhos desmorona de forma estrondosa e definitiva? Se lamentar? Pra que? Lamentos nunca levaram ninguém a lugar algum. Culpar os outros? Resolve algo agir assim? Largar mão de tudo e se entregar ao desalento? São muitas opções, porém para as pessoas verdadeiramente corajosas, só resta um caminho a seguir: Reconstruir o que se ruiu, seja lá o que for... Não há outra saída.
Posso dizer que especialmente hoje estou em um processo de profunda reconstrução. E a vida é assim mesmo, um fazer, refazer, construir, demolir, reconstruir. E assim vamos indo, até o fim dos tempos. Nossas carreiras, relacionamentos, amizades, inimizades estão continuamente se modificando. Nada possui o caráter da permanência, da perpetuidade. Absolutamente tudo é aprendizado.
E estou nessa fase de grande aprendizagem. Embora tudo esteja desmoronando por todos os lados, vejo que só tenho a agradecer, principalmente pela oportunidade de realmente aprender. Foram somente três meses, mas vividos intensamente. Amizades sinceras e aprendizado contínuo sobre humildade e respeito. Apesar de tudo, sinto que valeu a pena. Quando dizem que tudo vale a pena, parece sempre que é clichê demais, muito batido, mas é a pura verdade. Espero ter aprendido essa amarga lição, porque assim nada disso terá sido em vão.
Agora é só juntar os cacos e ir adiante, vencer o desânimo, a falta de perspectivas e continuar, pois desistir é um ato de extrema covardia que espero nunca cometer.
Estou revendo todas as minhas prioridades de vida e tentando me reconstruir. Posso dizer que uma parte de mim foi embora ontem com os acontecidos e desejo ardentemente que tenha sido a parte ruim. Preciso e irei lutar contra meu leão do mal para continuar minha jornada e cumprir o meu destino.

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