PSIQUÊ: O COMPASSO DO TEMPO

sexta-feira, 6 de maio de 2011

O COMPASSO DO TEMPO


O relógio gira, sempre no compasso do tempo. As vezes nos parece ir tão rápido, noutras o consideramos mais como uma tartaruga, de tão devagar seu ritmo cadente. Tic tac, tic tac e já são três horas da manhã e tic tac, tic tac e são quatro da manhã e nem dormimos ainda. De repente, em outro momento, ele bate seis da tarde, depois de uma “eternidade” ele miseravelmente está indicando seis e cinco.
O tempo é assim. Segue seu próprio compasso, sempre nos diz que é o mesmo ritmo todo segundo, mas não, o tempo e a vida seguem seu próprio caminho sem nos pedir permissão, sem nos mostrar nossa estrada, sem nem ao menos nos indicar uma solução.
Tic tac, tic tac, ele se esvai, se escapa de nossas mãos, e olhando assim como um simples espectador dá uma aflição. É vida que se escoa, não minutos e segundos apenas. É vida... Nossa vida, nossos momentos, nossos caminhos desperdiçados, perdidos no tempo da inutilidade.
Pode-se dizer, mas o que passou, passou. Uma ova! As coisas não passam assim num piscar de olhos, a vida não pode passar assim.
Até amedronta-me ficar olhando para um relógio em movimento, vai dando um desespero se deparar com o presente virando passado em questão de segundos. O jeito é quebrar o relógio, o tempo não existe mesmo, é só ilusão. Mas não é bem assim. Mesmo quebrando os relógios e mesmo sendo verdade essa afirmação, não muda o fato do presente se tornar passado nesse instante, em apenas um segundo, não modifica a aflição de ver os momentos se arrastando rumo ao esquecimento em questão de tic tac.
Não adianta, a vida se esvai sem solução, desperdiçada covardemente, trazendo consigo o tão esperado futuro, já não mais distante pra junto de nós.

Nenhum comentário:

Postar um comentário