PSIQUÊ: À PROCURA

sexta-feira, 15 de julho de 2011

À PROCURA


Não sei o que quero da vida. Achei que já tinha passado dessa fase de tantas dúvidas a respeito do caminho que devo seguir, mas parece que não. Novamente as mesmas indagações de outrora me sufocam, me deixam sem ar e não tenho as respostas. Somente dúvidas e mais dúvidas me cercam, dominando todo o meu ser.
            O que fazer daqui pra frente? Qual o melhor caminho? Perguntas que tanto me atormentaram no passado recente continuam a me amedrontar, tirando meu sono. Ainda não superei, não sei as escolhas, não consigo decidir. E é sempre tão angustiante essa realidade.
Preciso saber a direção a ser seguida, não gosto de ir me levando ao léu sem saber o destino. É importante pra mim saber o que quero, pra onde vou, quais as oportunidades e as saídas existentes. É realmente desagradável não saber. O que faço, o que deixei de fazer, o que farei, tudo é essencial para meu viver. O presente, o passado e o futuro é o que sou, o que fui, o que tornou assim e o que me transformará. Todos esses tempos são fundamentais para minha análise de vida.
Valeu a pena? É esse o caminho? São perguntas inevitáveis em minha cabeça e essa minha busca de não sei o que vive atormentando meus sonhos. Preciso encontrar meu caminho, meu destino. Estará aqui ao meu lado? Aqui tão perto? Ou se encontra bem pra lá, do outro lado da ponte? Preciso descobrir minha verdade. Preciso encontrar o que procuro, que apesar de não saber o que é, o sei bem. Terei de reconhecê-lo quando chegar o momento certo.
Enquanto isso, vou seguindo sempre em frente. Indo rumo ao desconhecido, mas sei que de alguma forma o encontrarei e que quando for a mim revelado será melhor que todas as minhas doces lembranças e mais mágico que todas as minhas memórias.
Apesar de meus passos serem meio pequenos, sei que encontrarei o que tanto busco, para enfim me libertar dessas loucas indagações atormentadoras. Acredito que está me esperando e que nos encontraremos na hora certa. Enquanto isso, só espero, e vou vivendo como dá. Nem sempre é fácil, muitas vezes é desanimador, mas continuarei até o fim, até conseguir encontrar essas respostas tão mágicas que estou a procurar.

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